"Estamos reunidos há uma hora e 15 minutos para discutir um tema deste", apelou ele. Como os debates continuaram, o presidente da CCJ insistiu pela conclusão da discussão. "Por favor! Não estamos discutindo aqui a gravidade da crise, nem a reforma política, mas uma matéria de menor relevância".
O primeiro projeto, que cria o dia 18 como Dia Nacional do Yôga, foi apresentado ano passado pelo deputado Marcelo Castro (PMDB-PI). O dia coincide com o aniversário de um dos mestres do yôga, professor De Rose, o que motivou o deputado Roberto Gouveia (PT-SP) a apresentar outro projeto, criando o Dia da Ioga - num paralelo ao que já existe na cidade de São Paulo.
A briga entre as duas linhas contamina os próprios deputados. "Estamos aqui nos prestando a esse papel ridículo, temos de ter coragem de dizer isso. O estado é laico, é um absurdo discutirmos", afirmou o deputado Carlos Motta (PL-MG).
"Yôga é filosofia, não é religião", rebateu o relator do projeto do Dia do Yôga, deputado Sérgio Miranda (PDT-MG).
O próprio Biscaia, que acompanhou os debates, não estava tão certo sobre a diferença. "A yôga seria uma linha dentro da Ioga, que é uma filosofia mais ampla, de sanidade física e mental. A ioga é praticada por mais idosos e o Yôga seria mais um culto ao corpo".