Ele afirmou que o Reino Unido está "na linha de frente" em razão de seu forte apoio às ações dos EUA contra a Al-Qaeda, grupo suspeito de ter orquestrado os atentados de 11 de setembro do ano passado. Em discurso durante a inauguração de nova força de proteção a edifícios importantes de Paris, o ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, pediu "vigilância e mobilização de cada um em seu posto", porque "a França não é mais alvo que os outros, mas também não é a menos alvejada".
"A França está no campo das democracias, e as democracias são o alvo dos terroristas", disse. O premiê francês, Jean-Pierre Raffarin, afirmou no sábado que a França trabalha para combater ameaças terroristas após ter recebido alertas da Interpol sobre a eventual preparação de ataques simultâneos em vários países.
Blunkett não explicou por que acredita que a ameaça seja maior nas próximas semanas, mas advertiu para o perigo específico em aeroportos e outros pontos de aglomeração de pessoas. "Faremos tudo que pudermos para proteger a Grã-Bretanha", disse ele.
Suas declarações devem ser reforçadas amanhã pelo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que deve, por sua vez, tentar evitar o alarmismo. "Temos de mostrar que não estamos com medo e que não vamos paralisar a sociedade por medo do terror", disse um porta-voz de Blair.
Reuters