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Como a Polícia chegou aos assassinos

Sexta, 8 de novembro de 2002, 16h04
Uma parte do dinheiro roubado do casal foi encontrada dentro de um aparelho de som de Cristian
Uma parte do dinheiro roubado do casal foi encontrada dentro de um aparelho de som de Cristian
08 de novembro de 2002
Futura Press

Lidia Neves


Apesar de Suzane Louise von Richthofen, filha do casal assassinado em 31 de outubro, ser estudante de Direito e ter tomado cuidado para não deixar provas no local do crime, alguns indícios levaram os cerca de 20 investigadores que estavam no caso a descobrir que ela, seu namorado, Daniel Cravinhos de Paula e Silva, e o irmão dele, Cristian, foram os responsáveis pelas mortes.

O primeiro fato que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de a porta não ter sido arrombada. Suzane chegou a comentar com o irmão Andreas que tinha deixado a porta aberta, mas depois negou a informação.

Outros indícios mostravam que os assassinos conheciam muito bem a casa. A delegada Cíntia Tucunduva Gomes, da delegacia de homicídios C-Sul, afirmou que a faca usada para abrir o envelope onde estava o dinheiro roubado da biblioteca era do mesmo tipo que tinha na cozinha e o saco de lixo que estava na cabeça de Marísia era dos usados na residência. No quarto do casal, havia ainda toalhas molhadas no chão e uma jarra de água da cozinha que levantaram suspeitas.

A compra da moto Suzuki 1.100 cilindradas para Cristian, por um amigo dele, cerca de dez horas depois do crime também levantou suspeitas. Os US$ 3.600 foram pagos em dinheiro, à vista. O valor é parte dos US$ 5 mil que Suzane disse que foram roubados de sua casa. A Polícia apreendeu a moto antes de ser retirada da loja.

Depois que Cristian confessou ter participado do crime, investigadores foram à casa em que ele vive com sua avó, em Moema, e encontraram outros R$ 2 mil escondidos dentro de um aparelho de som e 420 euros dentro de uma raquete.

Na residência de Daniel e seu pai, no Campo Belo, foram encontrados hoje US$ 1.500 e R$ 700 dentro de um estabilizador, provas que confirmam a participação do rapaz no assassinato.

Dos R$ 8 mil, US$ 5 mil e 420 euros que Suzane disse que foram roubados de sua casa em seu primeiro depoimento, faltariam R$ 5 mil. Parte deste valor pode ter sido usada para a festa de Suzane, que fez aniversário no último domingo e afirmou que comemorou em um sítio, que pode ter sido alugado. Com as provas encontradas, a polícia considera que o caso já está resolvido.

Suzane era a única dos três fazia faculdade, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Daniel afirmou que praticava aeromodelismo e Cristian não tinha uma ocupação fixa.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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