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Estupro motiva revolta popular em cidade do Pará

Segunda, 19 de setembro de 2005, 04h39


Sete prédios públicos e 18 veículos oficiais da cidade de Goianésia, no sudeste do Pará, foram destruídos e incendiados por uma multidão no sábado à noite. O motivo da revolta seria a omissão da polícia na apuração de 15 estupros, um deles praticado contra uma professora, morta depois com vários tiros na vagina, além do seqüestro de uma criança, na sexta-feira.

Os alvos foram a delegacia de polícia, a prefeitura, a residência do prefeito, o quartel da Polícia Militar e as secretarias de obras, educação, saúde e assistência social. Os presos que estavam na delegacia foram todos soltos, inclusive assassinos e traficantes de drogas.

A calma só voltou no começo da manhã de ontem, após a chegada de 60 homens do pelotão de choque da Polícia Militar de Belém, que se uniram a outros 34 policiais de Marabá, Breu Branco e Tailândia. Quinze pessoas foram presas acusadas de participação nos distúrbios. Por medida de segurança, elas foram transferidas para Belém, a 310 quilômetros de Goianésia.

Um dos presos é o madeireiro conhecido na cidade por Fernando, que seria um dos líderes da revolta. Outras dez pessoas estão sendo procuradas. O chefe da Polícia Civil, delegado Luís Fernandes, disse que tudo terá de ser reconstruído.

"Nada justifica uma atitude dessas. A maior prejudicada será a própria população, que ficará privada de serviços essenciais", lamentou Fernandes. Ele adiantou que os envolvidos serão processados por crime contra o patrimônio público e formação de quadrilha.

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Terra - Brasil
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