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Justiça federal acusa suposto atirador dos EUA

Terça, 29 de outubro de 2002, 18h14
Franco-atirador - suspeitos
Franco-atirador - suspeitos
25 de outubro de 2002
Reuters


O governo dos EUA apresentou hoje uma ação criminal contra John Allen Mohamed, um dos presos pelos assassinatos em série ocorridos este mês na região de Washington. Pelas acusações, ele pode ser condenado à pena de morte.

Com a apresentação das acusações, em um tribunal federal de Greenbelt (Maryland), o governo dos EUA juntou-se a outras sete jurisdições que querem condenar o homem à morte. O secretário de Justiça, John Ashcroft, explicou que, embora os suspeitos tenham cometido crimes em vários Estados, delitos envolvendo prejuízos graves, "uso de arma de fogo e assassinato" também são de competência federal. As acusações apresentadas incluem o uso de arma de fogo para a prática de assassinato e a causa de prejuízos ao comércio.

A ação criminal não cita John Lee Malvo, o suposto cúmplice adolescente de Mohamed, cujo caso as autoridades não quiseram comentar por se tratar de um menor de idade. A causa refere-se ao jovem de 17 anos como um "adolescente qualquer". O sistema judicial norte-americano não permite que as autoridades discutam em público casos envolvendo menores de idade até que seja determinado se eles podem ser julgados ou não como adultos.

O documento cita sete das dez vítimas fatais dos dois suspeitos, que por 22 dias espalharam o terror na região de Washington, alterando a rotina de milhões de moradores e estudantes e causando perdas ao comércio local. Ainda não se sabe quando e onde será o primeiro julgamento contra os dois suspeitos.

Sem dar detalhes sobre o Estado que irá abrir os julgamentos, Ashcroft disse que a ação apresentada hoje pelo governo "nos permite continuar a investigação e tomar a melhor determinação" para que a justiça seja feita. O procurador-geral dos EUA não quis estabelecer um cronograma para determinar se o governo assumirá o controle do caso e acrescentou que "seremos regidos pela justiça e não por um calendário".

Maryland, onde aconteceu a maioria dos assassinatos, apresentou sexta-feira seis acusações contra Mohamed e Malvo. O estado da Virgínia apresentou contra eles acusações de assassinato, tentativa de assassinato e terrorismo. Os dois Estados pedirão pena de morte, embora a Virgínia insista que suas leis estaduais possuem estatutos mais amplos para a aplicação desta pena.

Desde 1976, a Virgínia já executou 86 pessoas e o Estado de Maryland não aplica a pena máxima em menores de idade. O Alabama também apresentou acusações pelo assassinato de uma mulher em uma loja de bebidas em 21 de setembro. As autoridades desse estado também querem punir os presos com a pena de morte.

EFE
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Terra - Brasil
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