Franco-atirador - suspeitos |
Com a apresentação das acusações, em um tribunal federal de Greenbelt (Maryland), o governo dos EUA juntou-se a outras sete jurisdições que querem condenar o homem à morte. O secretário de Justiça, John Ashcroft, explicou que, embora os suspeitos tenham cometido crimes em vários Estados, delitos envolvendo prejuízos graves, "uso de arma de fogo e assassinato" também são de competência federal. As acusações apresentadas incluem o uso de arma de fogo para a prática de assassinato e a causa de prejuízos ao comércio.
A ação criminal não cita John Lee Malvo, o suposto cúmplice adolescente de Mohamed, cujo caso as autoridades não quiseram comentar por se tratar de um menor de idade. A causa refere-se ao jovem de 17 anos como um "adolescente qualquer". O sistema judicial norte-americano não permite que as autoridades discutam em público casos envolvendo menores de idade até que seja determinado se eles podem ser julgados ou não como adultos.
O documento cita sete das dez vítimas fatais dos dois suspeitos, que por 22 dias espalharam o terror na região de Washington, alterando a rotina de milhões de moradores e estudantes e causando perdas ao comércio local. Ainda não se sabe quando e onde será o primeiro julgamento contra os dois suspeitos.
Sem dar detalhes sobre o Estado que irá abrir os julgamentos, Ashcroft disse que a ação apresentada hoje pelo governo "nos permite continuar a investigação e tomar a melhor determinação" para que a justiça seja feita. O procurador-geral dos EUA não quis estabelecer um cronograma para determinar se o governo assumirá o controle do caso e acrescentou que "seremos regidos pela justiça e não por um calendário".
Maryland, onde aconteceu a maioria dos assassinatos, apresentou sexta-feira seis acusações contra Mohamed e Malvo. O estado da Virgínia apresentou contra eles acusações de assassinato, tentativa de assassinato e terrorismo. Os dois Estados pedirão pena de morte, embora a Virgínia insista que suas leis estaduais possuem estatutos mais amplos para a aplicação desta pena.
Desde 1976, a Virgínia já executou 86 pessoas e o Estado de Maryland não aplica a pena máxima em menores de idade. O Alabama também apresentou acusações pelo assassinato de uma mulher em uma loja de bebidas em 21 de setembro. As autoridades desse estado também querem punir os presos com a pena de morte.
EFE