Vítima da série de atentados em Londres é socorrida por médico |
Dos primeiros 33 falecidos confirmados, sete perderam a vida na primeira explosão, ocorrida às 4h51 de Brasília no túnel entre as estações de metrô de Moorgate e Liverpool Street, no leste da cidade, afirmou a Polícia Metropolitana em entrevista coletiva.
Vinte e uma pessoas perderam a vida na segunda explosão, que ocorreu às 4h56 de Brasília entre as estações de King's Cross e Russell Square. Outras cinco pessoas morreram no atentado ocorrido às 5h17 horas entre as estações de metrô de Edgware Road e Paddington, onde uma explosão derrubou a parede de um túnel no ponto em que convergiam três trens.
O vice-chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Brian Paddick, confirmou que há mais mortos na explosão ocorrida em um ônibus que circulava pelo centro, mas não soube dar um número exato.
Paddick disse que não houve aviso prévio dos atentados e que, por enquanto, nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. No entanto, um grupo que diz ter ligação com a Al-Qaeda disse na internet ser o responsável pelo ataque.
As autoridades não sabem se as explosões "foram provocadas por pacotes-bomba ou atentados suicidas", mas os explosivos utilizados foram "convencionais", acrescentou.
Além dos mortos, pelo menos 700 pessoas ficaram feridas nos atentados, que deixaram os hospitais e os serviços de emergência da cidade em alerta máximo.
No hospital de Whitechapel, no leste de Londres - uma das áreas mais atingidas pelos atentados -, havia longas filas de pessoas com o rosto negro por causa da fumaça, com cortes e machucados, esperando para ser atendidas. Eram os feridos leves, porque os graves deram entrada diretamente nas unidades de tratamento intensivo.
Os ferimentos mais comuns são fraturas, queimaduras e problemas provocados por inalação de fumaça, disse o médico Jim Ryan, do University College Hospital. "Típico de um atentado terrorista", afirmou.
Além destes dois hospitais, o Saint Mary's Hospital, no centro da cidade, e o Royal Free Hospital, no norte, receberam feridos, em alguns casos levados em ônibus de dois andares.
Mais de cem ambulâncias e 250 pessoas dos serviços médicos, além de 200 bombeiros, participaram dos trabalhos de resgate, que continuam na estação de King's Cross, onde os sobreviventes tiveram que sair andando pelos túneis.
A rede de transporte continua em colapso, embora alguns serviços estejam recuperando pouco a pouco a normalidade. O metrô está paralisado e os trens suburbanos modificaram suas rotas, enquanto os ônibus estão recuperando a normalidade.
As empresas que trabalham com transporte fluvial no rio Tâmisa puseram à disposição do público serviços adicionais para substituir os de trem e metrô, utilizados diariamente por milhões de pessoas.
O vice-chefe da Polícia do Transporte, Andy Trotter, disse que a situação "é complicada", mas que será feito o possível para "ajudar as pessoas a voltar para casa".
O caos e a confusão vão cedendo espaço à tristeza à medida que a situação fica mais clara em Londres. Não param de chegar as mostras apoio às vítimas de um atentado que, segundo a polícia, foi cometido com a intenção de "matar e ferir deliberadamente cidadãos inocentes".