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Eleitores ignoram pleito na Caxemira indiana

Terça, 1 de outubro de 2002, 10h29


Homens armados mataram sete pessoas em um ônibus na Caxemira indiana hoje e atacaram vários postos de votação enquanto se realizava o terceiro turno do pleito no Estado separatista. A Índia considerou a eleição, prevista para terminar no dia 8 de outubro, um teste para a promessa do Paquistão de investir contra o ingresso de separatistas na Caxemira indiana vindos do território paquistanês. No entanto, desde a convocação das eleições, em 2 de agosto, foram mortas 600 pessoas no Estado de Jammu e Caxemira, único de maioria islâmica da Índia, país majoritariamente hindu.

Os passageiros de um ônibus que viajava de Nova Délhi (capital) para a região separatista permaneceram por 20 minutos abaixados enquanto supostos separatistas islâmicos, vestidos como policiais indianos, disparavam contra o veículo com rifles automáticos. Conforme a polícia, cinco pessoas morreram na hora e outras duas, horas depois em um hospital. Além dessas, nove passageiros ficaram feridos.

As forças de segurança disseram ter matado um dos supostos separatistas e que procuravam pelos outros dois. As urnas abriram-se em quatro distritos na manhã de terça-feira, mas muitos eleitores não compareceram, argumentando que a eleição não resolveria a disputa em torno da Caxemira. O comparecimento às urnas nos primeiros dois turnos ficou pouco acima dos 40%.

O partido Conferência Nacional deve continuar no poder no Estado em um pleito boicotado pelos separatistas moderados e do qual participam principalmente partidos pró-Índia e algumas legendas independentes. Supostos rebeldes atacaram vários locais de votação com granadas e disparos de armas de fogo, ferindo mais de dez soldados. Um grupo separatista pouco conhecido, o Al Arfeen, assumiu a responsabilidade pelas agressões. O grupo também afirmou ter realizado a ação na qual foi morto um secretário de Estado, no mês passado.

Reuters
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Terra - Brasil
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