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Naldinho estava em flat porque era jurado de morte

Terça, 7 de junho de 2005, 07h00
Naldinho chuta jornalistas ao chegar no Denarc
Naldinho chuta jornalistas ao chegar no Denarc
06 de junho de 2005
Rogério Lorenzoni/Terra


O empresário Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho, foi preso ontem com três cúmplices num flat em São Bernardo do Campo (SP). Ele está entre as dezenas de pessoas presas ontem no Estado de São Paulo, após uma operação sigilosa de oito meses do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Para a polícia, ele estava no flat porque foi jurado de morte numa guerra interna que está sacudindo a Baixada Santista. Iniciada por uma disputa de traficantes ligados ao PCC e ao Comando Vermelho, ela já provocou pelo menos 15 mortes, informou o Estado de S.Paulo.

Durante as investigações, os policiais gravaram telefonemas do líder do PCC, Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, no qual ele dava ordens aos seus subordinados.

"Prendemos até o pistoleiro do PCC", afirmou o delegado Ivaney Cayres de Souza, do Denarc. Souza seria o responsável pela execução de Marcelo Trindade Benedito, morto com dois tiros na cabeça na sexta-feira, em Santos. Filho de investigadores de polícia, ele era um dos alvos da investigação do Denarc, que o considerava braço direito de Naldinho.

Uutra vítima da guerra na Baixada Santista foi Sandro Henrique da Silva Santos, o Gulu. Ex-membro da cúpula do PCC, ele teria sido morto a mando de Marcola.

Quem é Naldinho
Naldinho é dono de duas revendas de automóveis, uma na avenida Professor Anhaia Mello, na zona leste, e outra na Baixada Santista, além de sítios no ABC. "Sou inocente", gritou ao chegar na sede do Denarc, enquanto tentava acertar pontapés em fotógrafos. Na loja da zona leste, os investigadores detiveram dois policiais militares que faziam a segurança do lugar e um policial civil aposentado.

Nos sítios, no bairro do Riacho Grande, em São Bernardo, os policiais detiveram uma caseira. O Denarc informou que um dos imóveis era usado para reuniões da quadrilha e o outro para misturar a cocaína que seria distribuída em São Paulo e no Rio. Segundo Ivaney, a operação ainda vai continuar.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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