"Existe um decepção total porque um país fundador da União Européia disse 'não' ao tratado constitucional, e isso pode trazer conseqüências graves", disse o eurodeputado após conhecer o resultado na França.
O presidente rotativo da União Européia, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, considerou "impossível" a renegociação do Tratado constitucional nas condições atuais devido à heterogeneidade das posições sobre a Europa defendidas na França pelos partidários do "não".
"Escutamos uns e outros e ficamos perplexos", disse. No "não" há "quem quer parar tudo e os que querem ir muito mais longe. É impossível renegociar o tratado nessas condições".
O primeiro-ministro luxemburguês falou à imprensa junto com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, que leu uma declaração em nome das três instituições da UE (Comissão, Conselho e Parlamento).
"A Europa está diante de uma dificuldade, mas estamos certos de que saberemos superá-la", disse Durão Barroso. "Quando há uma dificuldade, espera-se dos líderes políticos visão, sentido de responsabilidade e capacidade para reunir vontades", acrescentou.
Enquanto isso, Juncker anunciou que a partir de amanhã começará uma rodada de encontros bilaterais com seus homólogos europeus para preparar a próxima cúpula do bloco europeu, que acontece em Bruxelas nos dias 16 e 17 de junho. Nesse Conselho Europeu, os chefes de Estado ou governo examinarão o problema da ratificação da Constituição.
Juncker receberá amanhã em Luxemburgo o primeiro-ministro tcheco, Jiri Paroubek, e o da Bélgica, Guy Verhofstadt. Na terça-feira, se encontrará com o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.
EFE