Fiel acende vela na Praça São Pedro |
O porta-voz afirmou, no entanto, que o pontífice está "consciente, lúcido e sereno" depois de ser prontamente atendido e, na manhã desta sexta-feira, "co-celebrou" uma missa com seus assessores mais próximos. Ele recebeu a extrema-unção por volta das 19h da quinta-feira e, por conta própria, não quis ser transferido para o hospital Gemelli, em Roma, onde tem um quarto particular.
Essa não é a primeira vez que o Papa recebe o sacramento. A anterior foi em 13 de maio de 1981, dia em que ele foi baleado e quase morto em uma tentativa de assassinato na Praça São Pedro. O sacramento, que envolve a fricção de óleos especiais no enfermo, já foi chamado de "extrema-unção" ou "últimos ritos". Agora é conhecida como "unção dos enfermos".
No final da quinta-feira, os médicos que cuidam de João Paulo II disseram que o tratamento com antibióticos havia estabilizado temporariamente o seu quadro clínico. Mas a infecção urinária teria avançado, e agora o pontífice estaria enfrentando um quadro de septicemia, uma infecção generalizada, potencialmente mortal.
O secretário de Estado vaticano, cardeal Angelo Sodano e outros colaboradores próximos acompanham a evolução das condições clínicas de João Paulo II, que é atendido por seu médico, Renato Buzzonetti, assim como por dois especialistas em reanimação, um cardiologista, um otorrinolaringologista e duas enfermeiras.