Em 1999, Carnerero comprou um bilhete premiado, mas distraidamente, o deixou dentro do bolso de uma roupa que colocou para lavar. O canhoto saiu da máquina em pedaços e a organização responsável pelo sorteio, a Organização Nacional dos Espanhóis Cegos, se recusou a pagar o prêmio.
Exames avançados comprovaram que o bolo de papel continha mesmo os cinco números sorteados, mas os advogados de defesa alegaram que Carnerero poderia ter colocado vários bilhetes com números selecionados juntos na máquina de lavar. Mas uma corte de Madri deu a vitória ao sortudo desastrado. A sentença indica que seria quase impossível que ele tivesse fraudado o bolo disforme de papel para ganhar o prêmio.