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Novo secretário-geral da OEA pode ser escolhido em 30 de março

Quinta, 10 de março de 2005, 18h02


Os três candidatos à Secretaria-geral da OEA entraram em um acordo e pediram ao Conselho Permanente nesta quinta-feira que convoque uma Assembléia de Chanceleres para o dia 30 de março para escolher o novo secretário-geral.

A proposta foi apresentada pelos representantes de Chile, México e El Salvador ante a Organização dos Estados Americanos (OEA) e será considerada -e com toda a certeza aprovada- na sessão do Conselho da próxima quarta-feira, dia 16 de março.

O projeto de resolução assinala a necessidade de a Organização contar o mais rápido possível com um secretário-geral eleito segundo o artigo 114 da Carta da OEA para planejar o desenvolvimento de sua agenda a curto, médio e longo prazos.

O projeto de convocação tem como fundamento o artigo 58 da Carta da OEA, que autoriza o Conselho a convocar as Assembléias Gerais Extraordinárias da Organização.

Os candidatos na disputa -o chanceler do México, Luis Ernesto Derbez; o ministro do Interior do Chile, José Miguel Insula, e o ex-presidente do Salvador Francisco Flores- precisam do voto de 18 dos 34 países da OEA para poder ser escolhidos.

Flores conta com o apoio dos Estados Unidos expressado oficialmente por altos cargos do Departamento de Estado, entre eles o subsecretário de Estado adjunto para Assuntos Hemisféricos, Roger Noriega.

A eleição do novo secretário-geral corresponde aos chanceleres dos países da América -exceto Cuba que foi suspensa da OEA em 1962-, reunidos em uma Assembléia Geral Extraordinária que deve ser convocada pelo Conselho Permanente integrado por representantes dos 34 países membros da organização.

Em meios diplomáticos, falou-se da possibilidade de ocorrer um segundo turno para a eleição do próximo secretário-geral caso nenhum dos candidatos obtenha a maioria simples, ou seja 18 votos.

O cargo de secretário-geral da OEA está aberto desde outubro do ano passado, depois da renúncia do ex-presidente costarriquenho Miguel Angel Rodríguez, detido em seu país acusado de corrupção.

Desde então, o secretário-geral adjunto, Luigi Einaudi, exerce interinamente o cargo.

EFE
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Terra - Brasil
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