Notícias » Mundo

Papa se recupera e pode passar meses sem falar

Quinta, 24 de fevereiro de 2005, 20h54


O papa João Paulo II deve enfrentar uma longa e complicada recuperação após uma cirurgia de emergência para ajudá-lo a respirar. Além disso, deve ficar impossibilitado de retomar as atividades normais e até de falar por meses, segundo especialistas. Atualmente, ele respira com ajuda de aparelhos, segundo a agência Ansa, o que é normal neste tipo de operação.

  • Papa realiza operação de traqueostomia
  • Envie mensagens para o Papa
  • Fotos: fiéis rezam pela saúde do Pontífice

    O pontífice de 84 anos foi levado às pressas para o hospital na manhã de quinta-feira com espasmos na garganta na sua segunda internação neste mês. Médicos tiveram de submetê-lo a uma traqueostomia, uma incisão na traquéia para que o ar possa ir diretamente para o pulmão.

    Especialistas disseram que a operação não é o fim do problema para o religioso, que também sofre de mal de Parkinson e artrite aguda.

    A estrada de volta para a saúde do líder de 1,1 bilhão de católicos espalhados pelo mundo pode ser complicada pelo que médicos classificaram como uma "significante probabilidade" de o papa desenvolver pneumonia caso seu frágil corpo não consiga manter a saliva fora de seus pulmões.

    "Esses espasmos podem levar a uma pneumonia de aspiração em um, dois ou três dias a partir de agora", disse o doutor Paul Larson, professor de neurocirurgia do Centro Médico da Universidade de Califórnia, em San Francisco.

    "Uma pneumonia grave pode facilmente ameaçar a vida de alguém com a idade e com a condição dele (...) ou pode incapacitá-lo indefinidamente", disse Larson por telefone.

    Paul Maestrone, diretor para assuntos científicos e médicos da American Parkinson Disease Association, disse que os pulmões do papa "podem ser afetados". Outros especialistas afirmam que seus problemas de respiração pode atrapalhar ainda mais a sua comunicação.

    "Eu acho que a habilidade que ele tem de entender e responder está limitada neste momento", disse Gerald Berke, chefe de cirurgias de cabeça e pescoço do Centro Médico da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

    Reuters
  • Leia esta notícia no original em:
    Terra - Brasil
    http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI478041-EI294,00.html