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Mundo assiste ao declínio gradual da saúde do Papa

Quinta, 24 de fevereiro de 2005, 13h43


Nas últimas décadas, o mundo acompanhou de perto os altos e baixos no estado de saúde de João Paulo II como se ele fosse um avô da humanidade. Eleito em 1978, o Papa deixou de ser o enérgico viajante de então para se transformar em um homem enfraquecido pelo mal de Parkinson e pela artrite e agora confinado a maior parte do tempo a uma cadeira de rodas.

Hoje, ele foi levado às pressas a um hospital depois de uma recaída de uma gripe. A mesma gripe já o havia levado a ser internado por dez dias no começo do mês.

Nos primeiros tempos de seu papado, Karol Wojtyla sobreviveu a uma tentativa de assassinato, que destruiu uma parte significativa de seus intestinos. Mas essa dificuldade pareceria pequena diante dos problemas de saúde que o líder dos católicos enfrentaria.

Nos últimos anos, assessores convenceram-no a limitar suas atividades e o Papa, com frequência, presidiu a grandes missas sentado enquanto um substituto as celebrava no lugar dele. Em 2003, a artrite o impossibilitou quase totalmente de se levantar ou de caminhar sem sentir dor. Nem mesmo uma bengala o ajudaria. Técnicos do Vaticano desenharam um trono com rodas que poderia ser elevado para permitir ao Papa celebrar missas sentado.

Essa foi uma mudança de grandes proporções para o ex-esquiador que costumava deixar muitos de seus assessores mais jovens esbaforidos. O papado de João Paulo II é o mais público da história e o mundo acompanhou de perto seu envelhecimento. A presença de câmeras de TV em todos os eventos de que o líder religioso participa dá, frequentemente, um destaque ampliado aos problemas de saúde dele.

Nos últimos anos, sua mão esquerda passou a tremer de forma incontrolável. Seu rosto eslavo, bem moldado e corado, foi substituído por uma face rígida decorrente do mal de Parkinson e dos remédios que toma para controlá-lo O Papa deixou o mundo assustado em setembro de 2003, em uma viagem para a Eslováquia, quando pareceu particularmente frágil. Assessores tiveram de ajudá-lo a completar seus pronunciamentos.

No mês seguinte, no aniversário de 25 anos de seu papado, João Paulo II parecia extremamente fragilizado. Mas, depois desse período, o líder dos católicos parecia ter recobrado a saúde.

Reuters
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Terra - Brasil
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