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Rumsfeld: Estimativa de rebeldia não é confiável

Quarta, 16 de fevereiro de 2005, 22h29


As agências de inteligência dos Estados Unidos não conseguiram fornecer nenhuma estimativa confiável sobre o tamanho da insurgência no Iraque, disse na quarta-feira o secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld.

Durante uma audiência diante de parlamentares, Rumsfeld se negou a responder publicamente aos que o tinham questionado sobre capacidade numérica da insurgência que está combatendo com os cerca de 150 mil soldados dos EUA em missão no Iraque.

"A comunidade de inteligência está de olho nisso. A CIA está, a DIA (Agência de Inteligência da Defesa, na sigla em inglês) está, outros estão. E eles têm diferentes resultados", disse Rumsfeld. "Minha função no governo não é ser a principal autoridade da inteligência e tentar raciocinar sobre as diferenças entre iraquianos, a CIA e a DIA. Eu vejo esses relatórios. Francamente, não tenho muita confiança em nenhum deles, nesses números", disse Rumsfeld.

O Pentágono tem se esforçado para chegar à dimensão, à composição e a organização dos insurgentes que têm liderado uma guerrilha sangrenta no Iraque desde que a invasão ao país, comandada pelos EUA, derrubou Saddam Hussein do poder em 2003.

Durante a sessão, Rumsfeld ainda afirmou: "Eu não vou dar a vocês um número sobre isso, porque esse não é o meu trabalho." Ele acrescentou que não poderia revelar as estimativas porque elas são confidenciais. Rumsfeld não explicou por que não confia em nenhuma dessas diversas estimativas.

Recentemente o diretor do serviço de inteligência do Iraque, o general Mohammed Abdulá Shahwani, disse que havia 200 mil insurgentes, incluindo pelo menos 40 mil combatentes de linha de frente.

Mas o general norte-americano Richard Myers, que comanda as tropas, disse ¿ também durante a sessão ¿ que as estimativas norte-americanas são "consideravelmente menores". Rumsfeld chamou os números citados por Shahwani de "totalmente inconsistentes" com as estimativas dos EUA.

Após a sessão, ao falar com jornalistas, Rumsfeld disse que não considerava um número a coisa mais importante. "O tamanho do problema é uma coisa. A letalidade disso é outra coisa bem diferente, (assim como) sua natureza e sua qualidade", afirmou.

Reuters
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Terra - Brasil
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