As informações foram dadas à EFE por Mauricio Chiquito, chefe da unidade de Comunicação da Defesa Civil de Puerto López, em uma das áreas mais afetadas pela série de abalos.
Embora não haja registro de vítimas, Chiquito disse que 30 casas sofreram estragos críticos, 50 apresentam rachaduras menores nas paredes e outras quatro foram demolidas por risco de desabamento.
A maioria das casas atingidas são construções velhas ou construídas de forma rudimentar pelos proprietários, acrescentou Chiquito.
No dia 20 de janeiro, teve início uma espécie de seqüência sísmica em uma área do mar a 60 quilômetros do litoral de Manabí.
O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional registrou mais de 280 tremores de mais de 4 graus na escala Richter, assim como centenas de repetições menores, que não param desde então.
Os cientistas asseguram que a seqüência fica na chamada "zona de subducção", no encontro entre a placa marítima de Nazca e a plataforma continental sul-americana.
O Instituto Geofísico descarta a possibilidade de um "tsunami" como o que assolou o Sudeste Asiático.
Chiquito, baseado em informações emitidas pelos especialistas, explicou que, para que ocorra um maremoto, a força do tremor deveria alcançar pelo menos 8 graus de intensidade. O tremor mais forte registrado até agora nesta seqüência foi de 6 graus.
A defesa civil da região pediu ajuda do governo equatoriano para prevenir situações mais graves.
EFE