"As pessoas fizeram fila na cidade de Mossul (cenário de ataques constantes)", acrescentou. As tropas iraquianas e americanas adotaram medidas de segurança drásticas para enfrentar as ameaças.
Os colégios eleitorais não abriram as portas nas cidades ao sul de Bagdá que formam o "triângulo da morte" mas o problema "se resolveu depois", afirmou Valenzuela sem divulgar dados.
A Comissão Eleitoral iraquiana voltou atrás em suas estimativas iniciais sobre um comparecimento de 72% dos eleitores às urnas neste domingo, indicando que o número real é menor.
Em uma entrevista coletiva, o porta-voz da comissão, Farid Ayar, disse que os 72% eram uma "estimativa" e que talvez até oito milhões de iraquianos tenham votado, o que representaria pouco mais de 60% daqueles registrados para votar.
"Percentuais e números virão apenas depois da contagem e serão anunciados após a conclusão... É muito cedo para dizer que aqueles eram dados oficiais", disse ele. "Os números são apenas uma suposição."
Organizadores afirmaram neste domingo que cerca de 250 mil iraquianos que vivem fora do país, ou 90% dos eleitores ausentes registrados, participaram da votação.
"Posso dizer com certa confiança que quando encerrarmos a votação, deveremos estar em 90% ou mais em termos de comparecimento", disse Peter Erben, chefe do programa de votação fora do Iraque, conduzido pela Organização Internacional para Migração.
Cerca de 280 mil exilados iraquianos ¿ cerca de um quarto dos qualificados para votar ¿ se registraram para participar da eleição.
Muitos eleitores xiitas e curdos não se intimidaram pelas ameaças feitas há várias semanas por militantes, mas o mesmo não aconteceu nas áreas dos árabes sunitas, onde a violência tem sido mais intensa, e poucas pessoas foram aos postos de votação.