Segundo comprovou o enviado especial da EFE, os eleitores têm que ser revistados duas vezes antes de chegar às urnas; a primeira cerca de dez metros antes de entrar nos colégios eleitorais e a segunda justo na porta destes.
Em um dos colégios eleitorais do bairro de Al Adhamiya, no centro de Bagdá, mais ou menos trinta homens e poucas mulheres faziam a mesma fila, a maioria destes são xiitas, segundo indica seus vestidos pretos.
"Não tenho medo. Não acho que vão nos matar. Isto que fazemos é necessário para o futuro de nosso país", disse à EFE Siray Al Safar, um estudante xiita de 20 anos, logo após votar e com o dedo indicador da mão direita manchado com tinta indelével.
Ahmed al Rubai, advogado de 38 anos, também xiita, que veio votar com sua mulher, Yihan, e seu filho mais novo, Isa, de um ano e meio, declarou por sua vez que "não temos medo.. os que põem bombas não são rebeldes nem insurgentes .. simplesmente se trata de gente que não tem consciência".
Rubai disse que ele e sua mulher levaram meia hora para vir andando de sua casa até o colégio eleitoral.
Outro eleitor, Bachar Mansur, 45 anos, comerciante, não quis dizer a que comunidade iraquiana pertence, e insistiu que "eu sou um iraquiano e este é meu país ... não nos importa o perigo... estamos buscando a liberdade".
Mansur explicou que estava esperando à porta do colégio eleitoral por sua mãe, de 70 anos, que foi votar.
Os colégios eleitorais iraquianos foram abertos às 7.00 horas (02.00 de Brasília), e mais de quatorze milhões de iraquianos estão chamados a votar nas primeiras eleições multipartidárias em cinco décadas em seu país.
EFE