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Aumenta freqüência e intensidade de tremores no mar do Equador

Sábado, 29 de janeiro de 2005, 00h25


O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional do Equador advertiu nesta sexta-feira de um aumento na freqüência e magnitude dos sismos que atingem uma zona do Oceano Pacífico em frente às costas equatorianas.

O Instituto registrou nesta sexta-feira 27 tremores com magnitudes de 4,1 a 5,5 graus na escala aberta de Richter, frente aos 20 da última quinta-feira e que não superaram os 4,5 graus.

Os tremores se localizam em uma região do Oceano cerca de 60 quilômetros ao oeste da cidade portuária de Manta, em um lugar onde os cientistas comprovaram a existência de um "enxame sísmico".

Esse fenômeno começou no último dia 20 de janeiro e até o momento ocasionou mais de 250 tremores com magnitudes superiores a quatro graus.

Os movimentos se geram devido ao efeito de "subducção", originado pelo choque da placa tectônica nazca com a plataforma continental sul-americana.

O Geofísico insistiu que a força dos sismos não tem a magnitude necessária para gerar maremotos similares aos que assolaram no final de dezembro passado vários países do sudeste asiático.

O relatório do Instituto precisa que dos 27 tremores registrados durante este dia três foram os de maior força, com 4,7, 5,5 e 5,4 graus.

O mais forte foi sentido inclusive na capital equatoriana, nos Andes e cerca de 230 quilômetros ao leste da zona sísmica marinha.

Os tremores não deixaram mortos, embora na província de Manabi, a mais próxima ao "enxame sísmico", tenham acontecido danos em casas, sobretudo fendas nas paredes.

EFE
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Terra - Brasil
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