O corpo foi encontrado na noite de ontem numa estrada de chão que liga os municípios gaúchos de Estância Velha e Ivoti. O exame foi fundamental para a identificação de Melara, pois o rosto ficou desfigurado.
Por volta das 22h30 de terça-feira, moradores da região ouviram tiros e saíram para verificar o que estava acontecendo. Então encontraram um corpo na Estrada do Leite, próximo ao número 3.100 e avisaram a Brigada Militar local.
O corpo foi levado para o Posto Médico de Novo Hamburgo e hoje pela manhã, transferido para o Departamento Médico Legal (DML) de Porto Alegre, onde foi feito o exame de impressões digitais para confirmar se o corpo encontrado era realmente de Melara.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança ainda serão feitas a necropsia e os exames laboratoriais, comuns em casos de homicídios.
O crime será investigado pela Delegacia de Homicídio do Estado. Ainda não há suspeitos.
A trajetória
Dilonei Francisco Melara foi responsável pelo maior e mais violento motim da história gaúcha, em julho de 1994, quando quatro presos e um policial morreram no Presídio Central. Durante a fuga ele invadiu um hotel no centro de Porto legre com um táxi. Melara esteve preso no regime fechado por 25 anos. Ele acumulava uma pena de 77 anos de prisão.
Em 30 de agosto de 2004, o então detento Melara foi transferido do Presídio de Alta Segurança de Charqueadas, no Rio Grande do Sul, em direção à Colônia Penal Agrícola (CPA) do mesmo município, distantes pouco mais de nove quilômetros entre si.
A última fuga de Dilonei Melara foi no dia 29 de novembro de 2004 do regime semi-aberto da Penitenciária Estadual de Jacuí (PEJ), onde estava somente havia uma semana. O detento trabalhava na cozinha e tinha total acesso ao pátio que não é cercado. A Brigada Militar e a Polícia Rodoviária montaram barreiras na Região Metropolitana de Porto Alegre para localizar o fugitivo.