A advogada gaúcha Beatriz Pacheco, 56 anos, soube, em 1997, que era portadora de HIV. O diagnóstico foi recebido um ano e meio depois do casamento com o segundo marido, não infectado. Beatriz contraiu a aids do primeiro marido, infectado em uma transfusão de sangue. Ele faleceu.
"Descobrir que era portadora de HIV foi o momento mais difícil. A aids vem sem bula e sem modo de usar", diz a advogada. "O HIV nunca é com a gente. Muitos têm informações sobre como prevenir, mas ninguém acredita que contrairá a doença".
Hoje, barrar o crescimento da aids e conscientizar portadores é um dos desafios de Beatriz, coordenadora do Movimento Nacional da Cidadã Posithiva na Região Sul. "Preservativo é item fundamental", ensina. "Enquanto não for reduzida a epidemia, ninguém pode deixar de usar a camisinha", enfatiza.
E o aviso é para quem tem ou não parceiro fixo. "Donas-de-casa são infectadas. A mulher acaba entregando a vida e a saúde para o homem com quem vive. É preciso mudar esta realidade, usar o preservativo sempre".
O crescimento de mulheres infectadas, mostrado em um relatório divulgado pela ONU na semana passada, não surpreende Beatriz. "Como trabalho junto a portadores, já convivia com esta realidade", afirma a advogada.
Redação Terra