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França diz que representantes de Arafat podem solicitar relatório

Segunda, 15 de novembro de 2004, 19h42


O relatório médico sobre o líder palestino, Yasser Arafat, falecido na quinta-feira passada num hospital militar francês aos 75 anos, pode ser entregue àqueles que solicitarem, anunciou nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério da Defesa, Jean-François Bureau.

"Se os reclamantes do senhor Arafat pedirem a transmissão do relatório, a lei que se aplica aos médicos militares" prevê este procedimento. O ministério disse não saber se a solicitação já tinha sido feita ao hospital onde Arafat morreu, que fica nos arredores de Paris.

Pouco antes, o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) informou em Ramala que tinha apresentado uma solicitação formal ao governo da França para ter acesso ao histórico médico e às causas da morte do presidente palestino.

Na mesma tarde, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da França, Hervé Ladsous, afirmou que o segredo médico sobre a doença que matou Yasser Arafat continua.

Arafat morreu no hospital militar de Percy, onde tinha sido internado 13 dias antes e onde passou oito dias em coma.

Depois do anúncio da morte de Yasser Arafat, a diretoria do hospital recorreu ao segredo médico para não revelar a origem da doença e a causa do óbito.

O diretor dos serviços médicos do exército francês, general Christian Estripeau, explicou que o segredo médico faz parte da lei francesa e assegurou que iam respeitá-lo. Por isso, não daria "nenhuma informação médica".

A falta de informação sobre a causa da morte de Arafat deu lugar a várias especulações - entre elas, a de um possível envenenamento, defendida por alguns dirigentes palestinos. Mas, por enquanto, nada sustenta essa ou outras hipóteses.

Em declarações à emissora Europe 1, a delegada-geral da Palestina na França, Leila Shahid, considerou "absolutamente possível" que Yasser Arafat tenha sido envenenado.

O ministro da Saúde da França, Philippe Douste-Blazy, afirmou ontem que "nada leva a acreditar" que Arafat tenha sido envenenado. Ele disse também que apenas a família de Arafat teve acesso ao histórico médico integral.

EFE
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Terra - Brasil
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