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Arafat teve hemorragia cerebral, diz assessor

Terça, 9 de novembro de 2004, 15h13
Palestinos assistem agonia de Arafat
Palestinos assistem agonia de Arafat
05 de novembro de 2004
EFE


Um assessor graduado da Autoridade Nacional Palestina na cidade de Ramalá, na Cisjordânia, disse que o líder palestino Yasser Arafat sofreu uma hemorragia cerebral. O assessor, Tayeb Abdel Rahim, indicou também que o enterro de Arafat deverá ser em Ramalá, onde fica a sede da Autoridade Palestina.

"Se acontecer o pior, todos os preparativos serão tomados a partir do QG de Arafat", disse o assessor Tayeb Abdel Rahim, que é secretário-geral da Presidência palestina.

A entrevista coletiva em que foi anunciada a hemorragia aconteceu no principal salão de conferências do QG de Arafat em Ramalá, onde continuam incessantes reuniões de lideranças da Autoridade Palestina. Essas lideranças devem se encontrar com várias facções palestinas ainda nesta terça-feira para discutir a sucessão do líder palestino.

Ministro diz que líder está vivo
O líder palestino, Yasser Arafat, está vivo, mas se encontra em um coma "cada vez mais profundo", disse hoje o ministro palestino de Exteriores, Nabil Shaat, em uma entrevista coletiva em Paris em que ressaltou que o destino do governante está "nas mãos de Deus". Shaath, que é um dos responsáveis palestinos que foram a visitar Arafat hoje no hospital militar de Percy, perto de Paris, assinalou que o líder palestino está "muito mal", mas que "seu coração, seu cérebro e seus pulmões ainda funcionam", o que demonstra que ele "está vivo".

O ministro descartou todas as hipóteses d eutanásia para o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), de 75 anos, e disse que Arafat "morrerá ou viverá" em função de sua capacidade de resistir e da vontade divina. "Os muçulmanos não aceitam a eutanásia", acrescentou, ao assinalar que essa é uma possibilidade que não foi analisada "nem pelos médicos nem pela família" do doente.

Segundo ressaltou, Arafat não sofre. Shaath explicou que o grupo ao qual pertence não dispõe, por enquanto, de "uma compreensão global das razões de sua deterioração" nem de "um diagnóstico completo" sobre seu estado de saúde. Os médicos disseram que ele não tem "nem um tumor nem um câncer" e também não foi alvo de "envenenamento", acrescentou. Só foram analisadas hipóteses, e os médicos estão se inclinando a achar que a causa de sua doença é a mistura de sua idade, 75 anos com "a deplorável situação na qual viveu nos últimos anos, cercado por Israel", disse.

Segundo o chefe da diplomacia palestina, Arafat sofre "uma inflamação de estômago e de intestino", o que fez com que ele se mantivesse "sem alimentação durante um longo período".

Shaat afirmou ainda que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) não tem motivos para esconder a morte de seu presidente. "Quando, infelizmente, Arafat morrer, o porta-voz fará este anúncio imediatamente", disse em uma entrevista coletiva em Paris.

O ministro disse que a ANP está funcionando apesar do afastamento de Arafat. Ele nega, assim, que o falecimento do velho líder esteja sendo escondido para evitar uma disputa de poder entre as facções palestinas.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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