Leia abaixo as diferenças nas definições de coma e morte cerebral:
Coma
Em 1959, Mollaret e Goullon definiram o coma como a condição em que se tem um cérebro morto em um corpo vivo.
O estado de coma é apresentado por ausência de consciência, mas com funções cerebrais automáticas ativas. O coração bate, há respiração e pode haver posturas motoras estranhas, com membros esticados ou totalmente dobrados. Os olhos permanecem fechados. Barulhos, movimentos e até mesmo dor não despertam o paciente. Este é o quadro típico do coma.
Na maioria das vezes, após cerca de três semanas após a instalação do coma, o paciente poderá abrir os olhos e adquirir o chamado ciclo vigília-sono, quando ele passará períodos com os olhos abertos e períodos com os olhos fechados, como se estivesse dormindo. Porém, os olhos não se fixam em algo ou alguém.
Às vezes ocorre o reflexo de preensão, quando o paciente agarra firmemente algo colocado em sua mão. Pode haver movimentos lentos dos membros, mastigação de alimentos. O paciente poderá emitir sons ininteligíveis através de estímulos dolorosos, mas nunca com significado. No entanto, a maioria dos pacientes não emite sons.
Há pacientes que permanecem em coma por anos. Alguns, quando recuperam a consciência, apresentam seqüelas neurológicas
Morte Cerebral
É a ausência total e irreversível da função da córtex e do tronco cerebral.
Conforme dados do Conselho Federal de Medicina, a definição tradicional de morte clínica tornou-se inadequada a partir dos avanços da medicina, como a ressuscitação cardíaca, a circulação extracorpórea e os respiradores artificiais. Passou-se então a aceitar como conceito de morte o da morte encefálica ou cerebral, inclusive com o respaldo da maior parte das autoridades civis e religiosas.
Os pré-requisitos para a avaliação de morte cerebral são:
Critérios clínicos para a determinação da parada irreversível da função cerebral: