Imagem do refém divulgada pelo seqüestradores |
Shosei Koda foi feito refém pela "Organização Al-Qaeda da Jihad no país de Rafidain", do grupo do jordaniano Abu Musab Al Zarqawi, que ameaçou decapitá-lo se o Japão não retirasse suas tropas do Iraque, uma exigência de Tóquio rejeitou. O ultimato expirava esta sexta-feira pela manhã.
O governo japonês rejeitou desde um primeiro momento essa retirada e iniciou uma ofensiva diplomática em Bagdá e Amã para tentar descobrir algo sobre o destino do jovem, aparentemente capturado em Bagdá por homens do radical jordaniano Abu Musab al-Zarqawi.
Koda é o quinto japonês assassinado no Iraque desde que os Estados Unidos atacaram este país em março de 2003. Dois diplomatas japoneses foram assassinados a tiros perto de Tikrit, no norte do Iraque, em novembro e dois jornalistas desta nacionalidade foram assassinados perto de Bagdá em maio deste ano.
Em abril, a guerrilha insurgente iraquiana seqüestrou cinco japoneses no total em duas ocasiões diferentes, mas em ambos os casos foram libertados.
Shosei Koda, era originário de Nogata, na província de Fukuoka, e tinha chegado ao Iraque em 21 de outubro aparentemente procedente da Jordânia. No domingo passado, foi visto pela última vez na capital iraquiana enquanto buscava um lugar para passar a noite depois de tentar comprar, sem sucesso, uma passagem de ônibus para voltar a Amã, disseram testemunhas presenciais.