Estas são as principais conclusões do relatório do Grupo de Busca no Iraque (ISG, em inglês) sobre os planos do presidente iraquiano deposto, Saddam Hussein:
- A principal prioridade de Saddam entre 1991 e 2003 era conseguir a suspensão das sanções impostas pelas Nações Unidas e o início de um programa de armas de destruição em massa prejudicava seus esforços para alcançar essa meta.
- A implementação do programa de "Petróleo por Alimentos" da ONU, no fim de 1996, "recuperou" a economia iraquiana da asfixia criada pelas sanções, e o regime de Saddam tentou utilizá-lo para minar essas medidas punitivas.
- Saddam tinha intenção de reconstituir sua capacidade de fabricar armas proibidas - destruída na primeira Guerra do Golfo em 1991 - uma vez suspensas as sanções e recuperada sua economia.
- O ISG não encontrou provas que Iraque possuía variantes de mísseis "Scud" após 1991.
- A capacidade iraquiana de produzir armas nucleares tinha se deteriorado progressivamente desde 1991 e não há provas de que, apesar de suas ambições nucleares, Saddam tentasse reativar o programa.
- Saddam nunca abandonou suas intenções de retomar os esforços para elaborar armas químicas quando as condições fossem "favoráveis", mas o ISG determinou que o Iraque destruiu essas armas de forma unilateral em 1991.
- Não há provas concretas de que, após 1996, o Iraque tivesse planos de elaborar um novo programa de armas biológicas ou projetos relacionados com fins militares.
- O ISG não tem provas de que o Iraque tenha destruído totalmente suas reservas não declaradas de armas biológicas entre 1991 e 1992.
- Apesar da "exaustiva investigação", o ISG não encontrou provas que o Iraque possuía ou estava desenvolvendo armas biológicas que pudessem ser lançadas de veículos ou vagões ferroviários.
EFE