Laryssa Borges
Direto de Brasília
Revoltado com o fato de ter sido citado como envolvido com práticas de nepotismo no Senado em matéria desta quarta-feira da Folha de S. Paulo, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) negou estar empregando parentes em seu gabinete e chamou de "canalha" o jornalista responsável pela reportagem.
Uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe nomear parentes até o terceiro grau - avós, netos, pais, filhos, cônjuges, irmãos, cunhados, tios e sobrinhos - para cargos no Poder Público. Pelo entendimento do STF, não é necessário que os servidores tenham relação de subordinação hierárquica para que haja nepotismo.
De acordo com o jornal, no gabinete do senador Almeida Lima (PMDB-SE) estão lotados os irmãos Rafael e Daniel Allievi Figueredo, como assistentes parlamentares. O senador explicou que as duas pessoas citadas são irmãos, mas não possuem nenhum grau de parentesco com ele. "As duas pessoas a que ele se refere no meu gabinete são, entre si, irmãos. Essas duas pessoas - são do sexo masculino - são irmãos, mas nenhum parentesco têm comigo, nem no décimo grau colateral", disse.
O senador avaliou ser uma "maldade" se falar em "nepotismo no Senado", sendo que os casos citados na reportagem, segundo ele, falam de situações que não são proibidas pela súmula.
