Marina Mello
Direto de Brasília
O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), informou nesta segunda-feira que as chamadas "contas ocultas" da Casa serão unificadas. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o Senado criou em 1997 três contas bancárias paralelas que não passariam pela fiscalização habitual. Ainda segundo o jornal, o ex-diretor-geral, Agaciel Maia, movimentava os recursos destas contas sem o conhecimento da área responsável pela fiscalização.
As contas seriam fiscalizadas por uma comissão de 11 servidores indicados por Agaciel. A comissão, de acordo com Heráclito, não estava funcionando.
O dinheiro depositado nelas viria do desconto feito no salário de servidores da Casa para custear o plano de saúde e a informação é de que o saldo destas contas atualmente estaria em torno de R$ 160 milhões.
Segundo o primeiro secretário, além de unificar as contas, o Senado vai reativar amanhã o Conselho de Fiscalização da Casa para que a questão seja apurada. "Não há motivos para que a verba continue dividida", criticou.
Ontem, o diretor-geral do Senado, Haroldo Feitosa Tajra, divulgou nota dizendo que, por determinação do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), uma auditoria externa será realizada nestas contas.