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Laudo mostra massacre na casa de testemunha no Rio

Segunda, 6 de julho de 2009, 03h11


O desaparecimento da família do sargento reformado do Exército Vicente de Souza, 90 anos, na semana passada, ganhou contornos de crueldade com a conclusão do laudo realizado pelos peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli. O trabalho dos legistas mostra que houve um banho de sangue na casa humilde de quarto, sala, cozinha e banheiro, localizada na favela do Barbante, em Inhoaíba, no Rio de Janeiro.

Na residência há marcas de sangue em 10 pontos dentro do imóvel e outras cinco do lado de fora da casa. A provável chacina de cinco pessoas seria retaliação de milicianos contra o filho do sargento reformado, V., testemunha contra os homens da milícia Liga da Justiça na morte de sete pessoas, ano passado.

A análise dos peritos mostra que as pessoas provavelmente foram assassinados dentro da casa e, depois, arrastadas até os dois carros, nos quais chegaram à casa 10 homens armados. Outro detalhe visto pelos legistas é de que os criminosos tiveram tempo para lavar a residência e tentar esconder os vestígios. "Levamos até o luminol (reagente químico que identifica o sangue), mas não foi preciso usá-lo, já que havia vários vestígios claros de sangue", explica o diretor do ICCE, Sérgio Henriques.

Além do sargento estão desaparecidos a companheira, dois filhos e um vizinho. O filho-testemunha não estava na hora da invasão e escapou. Desde sexta-feira V. está sob proteção da polícia e foi incluída no Programa de Proteção de Testemunhas.

O Dia
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Terra - Brasil
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