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Honduras: manifestantes confrontam polícia e 2 morrem

Domingo, 5 de julho de 2009, 19h54
Partidários de Zelaya entram em confronto com a polícia nas redondezas do aeroporto
Partidários de Zelaya entram em confronto com a polícia nas redondezas do aeroporto
05 de julho de 2009
AP


Militares e manifestantes a favor do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, entraram em choque em frente ao aeroporto internacional de Toncontin, na capital hondurenha. As tropas utilizaram gás lacrimogéneo e dispararam tiros para o ar para deter os manifestantes. Em razão dos confrontos, até o momento, há confirmação de dois mortos e, segundo a Agência Efe, o número de feridos já chega a dez.

Um porta-voz da Cruz Vermelha Hondurenha disse que a maioria das vítimas tem ferimentos causados com objetos cortantes e outros foram afetados pelos gás lacrimogêneo usado pelos policiais e militares para afastar os manifestantes.

Uma das vítimas fatais foi identificada como o jovem Ísis Obed Murillo, 19 anos, que recebeu um tiro na cabeça e era original do departamento (Estado) de Olancho, no leste do país, informaram fontes do Hospital Escola. "Murillo morreu imediatamente, no local, embora posteriormente tenha sido levado ao Hospital Escola", disse o porta-voz.

No local dos confrontos entre seguidores de Zelaya e policiais e militares que guardavam o aeroporto foram registrados vários disparos, segundo as testemunhas.

O confronto ocorreu em meio à expectativa do possível retorno do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. Mas o avião em que ele viajava foi impedido de pousar em Toncontin e Zelaya acabou se dirigindo a Manágua, capital da Nicarágua.

De lá, de acordo com a rede de TV Telesur, ele decolou com destino a El Salvador, onde deve se reunir com os presidentes do Equador, Rafael Correa, do Paraguai, Fernando Lugo, e da Argentina, Cristina Kirchner, além do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Os militares - com o apoio do Congresso e do Judiciário de Honduras - retiraram Zelaya da presidência no dia 28 de junho, um ato que foi condenado pela comunidade internacional e que resultou na suspensão de Honduras da OEA.

Com informações de agências internacionais

Redação Terra

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Terra - Brasil
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