Soldados fazem a segurança no internacional Toncontin, em Tegucigalpa |
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, partiu de avião de Washington para Tegucigalpa, capital hondurenha, relatou neste domingo o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro. "O avião parte para Tegucigalpa neste mesmo minuto", disse Maduro às 16h10 (Brasília) por telefone à emissora Telesur, que tem sua sede principal em Caracas.
No entanto, o diretor da Aeronáutica Civil de Honduras, Alfredo San Martín, assegurou neste domingo que o avião que transporta Manuel Zelaya aterrissará em El Salvador porque não tem autorização para pousar em território hondurenho.
O chanceler hondurenho, Enrique Ortez, anunciou que seu governo não permitiria a aterrissagem do avião de Zelaya, entre outras razões, por "prudência".
Além disso, segundo Ortez, se desconhecem os dados de identificação do avião e seu plano de voo, indispensáveis para autorizar a aterrissagem.
O diretor de Aeronáutica Civil ratificou que "nenhum aeroporto do país vai permitir que aterrisse uma aeronave que não faça o trâmite correspondente com a antecipação devida".
San Martín explicou que, fora as aeronaves comerciais, todo avião que solicite permissão para aterrissar em Honduras deve fazê-lo "com adiantamento".
O presidente deposto havia afirmado neste domingo que voltaria a seu país em um voo no qual não viajará nenhum outro chefe de Estado latino-americano, como tinha sido previsto, mas que estaria acompanhado pelo presidente da Assembleia Geral da ONU, o ex-chanceler nicaraguense Miguel D'Escoto.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu, também neste domingo suspender, com efeito imediato, a participação de Honduras no organismo interamericano como resposta ao golpe de Estado que aconteceu no domingo passado e que tirou do poder o presidente Manuel Zelaya.
Esta é a primeira vez desde a assinatura da Carta Democrática Interamericana em 2001 que os países-membros da OEA decidem suspender um Estado membro, embora exista um precedente anterior com a exclusão de Cuba em 1962.
Milhares de pessoas se reuniram nas ruas do país nesse sábado para protestar contra o golpe que tirou do poder Manuel Zelaya.
EFE