Os indíos Guajajaras libertaram, no fim da tarde desta sexta-feira, as 11 pessoas que eram mantidas reféns na aldeia de Presídio Zutiua, em Arame, sudoeste do Maranhão. De acordo com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), a libertação ocorreu após a chegada ao local de todo o material necessário para as obras de reforma de duas escolas da aldeia.
Os Guajajaras começaram a manter reféns no último dia 25 de junho. Os primeiros a serem impedidos de sair da aldeia foram três funcionários da Secretaria da Educação e um da Funai, que faziam um censo escolar na região. Nos dias 27 e 28, um engenheiro e dois pedreiros, que foram encaminhados para reformar uma escola, também foram impedidos de sair. No dia 30, mais quatro pessoas foram feitas reféns pelos índios.
Além da reforma das escolas - uma delas foi atingida por uma árvore derrubada pelas chuvas, em dezembro passado - os Guajajaras também reivindicavam melhores condições de ensino para os indígenas de 13 aldeias da região.
De acordo com a Seduc, os 11 reféns foram encaminhados para a cidade de Imperatriz, que fica a cerca de 340 km de Arame.
