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Estado do Rio vai revisar licenças médicas de professores

Sábado, 4 de julho de 2009, 04h37


Professores de escolas Estaduais do Rio de Janeiro que estão há mais de 120 dias longe das salas de aula por motivo de doença serão alvos de revisão médica. A Superintendência de Perícia Médica da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil e a Secretaria Estadual de Educação vão passar um pente-fino nas licenças médicas. Hoje, seis mil profissionais da rede estão afastados das funções. Para suprir o déficit, mais de 10 mil professores fazem hora extra.

O objetivo do estudo, que vai ocorrer entre os dias 20 e 24, é traçar o perfil das causas do afastamento e se o uso do benefício está sendo feito de forma apropriada. Durante os cinco dias, das 8h às 16h, uma junta composta por médicos da Perícia Médica, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar vai analisar prontuários e examinar professores licenciados.

O trabalho será feito no Colégio Estadual Júlia Kubitschek, no Centro do Rio. Nesta primeira etapa, o estudo será feito por amostragem, ou seja, serão convocados só parte dos profissionais com afastamento superior a 120 dias. Caso seja necessário, a revisão será estendida a todos os licenciados.

O objetivo do estudo é revelar uma radiografia dessas licenças médicas mais longas, para estabelecer um perfil de morbidade e monitorar o comportamento dos afastamentos. A partir das informações, as secretarias esperam desenvolver ações de prevenção e combate às patologias mais frequentes, além de melhorar a saúde ocupacional dos trabalhadores.

"Queremos avaliar o motivo dos afastamentos, mas também saber como esse profissional está sendo tratado, como está sendo a assistência médica recebida, quais as causas mais recorrentes de pedidos de afastamento", explica o superintendente de Perícia Médica, Eduardo dos Santos.

Segundo ele, o trabalho será feito com o uso de um programa de computador desenvolvido pela própria perícia. "Os professores serão informados, com antecedência, sobre quando deverão comparecer ao colégio para passar pela junta médica", esclarece Santos.

O Dia
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Terra - Brasil
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