O banco espanhol Santander formalizou nesta sexta-feira a entrega de sua filial venezuelana ao governo do presidente do país, Hugo Chávez, que fez um primeiro pagamento de US$ 630 milhões do total de US$ 1,05 bilhão estipulado para a compra. "Foi uma negociação muito boa para ambas as partes", disse o ministro das Finanças venezuelano, Alí Rodríguez, no ato de transferência, que também contou com a presença do presidente do Grupo Santander, Emilio Botín.
O ministro garantiu aos mais de seis mil empregados da filial venezuelana do Santander - agora Banco da Venezuela - que gozarão do cumprimento pelo Estado dos acordos alcançados com a instituição espanhola. "Não há nenhuma mudança na política interna do banco", sustentou Rodríguez.
A transferência do banco do Santander para as mãos do Estado venezuelana permitirá que o Governo de Chávez seja o líder do sistema financeiro nacional, com um controle de quase 17% dos créditos e de mais de 21% dos depósitos totais. Só a agora ex-filial da empresa espanhola na Venezuela controla 10% dos depósitos totais de uma clientela de 3,2 milhões de pessoas, atendidas em uma rede de 269 agências, segundo seus números.