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Dois vão a júri por morte de milionário da Mega-Sena na 2ª

Sexta, 3 de julho de 2009, 19h36


Dois ex-seguranças do milionário René Senna, assassinado em 7 de janeiro de 2007, vão a júri popular na próxima segunda-feira no Tribunal do Júri do Fórum de Rio Bonito, no Rio de Janeiro. O ex-PM Anderson Silva de Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira são acusados de serem os autores dos disparos que mataram o René.

Os dois foram denunciados por homicídio duplamente qualificado - motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima - e furto qualificado. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi encomendado pela viúva do milionário, Adriana Ferreira Almeida, e envolveria mais três pessoas: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, o China; e a professora de Educação Física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson. Estes, porém, entraram com recursos e ainda não têm data prevista para serem julgados.

Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, René Senna foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, Rio Bonito. A denúncia afirma que, após o crime, Anderson e Ednei pegaram uma pochete da vítima, contendo em seu interior uma arma e determinada quantia de dinheiro.

Ainda de acordo com a denúncia, Adriana pretendia se beneficiar de um testamento preparado pelo marido. O Ministério Público sustenta ainda que a vítima não podia fugir, já que não tinha as duas pernas, amputadas por complicações causadas pelo diabetes.

As interceptações telefônicas apontam o encontro pessoal de Adriana com Anderson de Sousa e Janaína no dia 6 de janeiro, horas antes do assassinato. A prova desmente a versão apresentada pela viúva de que não teria mantido contato com o casal após Anderson ter sido desligado da segurança de René.

Adriana teria ainda abandonado a fazenda onde vivia com o milionário dois dias antes do crime, em razão de forte briga com René. Ela teria transferido valores da conta conjunta do casal para uma conta pessoal logo após o assassinato e contratado um advogado criminalista para sua defesa horas depois do homicídio.

A previsão é de que o júri dure de dois a três dias.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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