Laryssa Borges
Direto de Brasília
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, criticou nesta sexta-feira setores da oposição que classificam determinadas obras do governo federal de "eleitoreiras" e disse que suas atitudes são frequentemente rotuladas como de cunho eleitoral. Provável candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, Dilma ironizou as contestações aos programas governamentais e disse que "hoje no Brasil tudo é eleitoreiro".
"Tem muita espuma nessa história toda (de acusar o governo de eleitoreiro). Hoje no Brasil tudo é eleitoreiro. Não há nada no Brasil que não seja eleitoreiro. É algo que mostra claramente que há também um uso da questão eleitoral no Brasil. Em alguns momentos eu tenho certeza de que eu sou estigmatizada por questões eleitorais. O que a gente pode fazer? Virou tudo eleitoral?", questionou a chefe da Casa Civil.
"Se o governo considera que nós devemos fazer o Minha Casa, Minha Vida para combater a crise (e construir 1 milhão de casas populares), ninguém diz que é para combater a crise e gerar emprego. Diz que é porque é eleitoral. Se a gente está fazendo um balanço de que nós atingimos dois milhões de ligações do Luz Para Todos (para levar energia elétrica à população rural), ninguém diz que por atingir dois milhões a gente tem que comemorar", completou, destacando que "isso não é eleitoreiro".
"Isso é uma modificação substantiva na vida da população brasileira que vive na zona rural", resumiu a ministra.
Propaganda antecipada
O PSDB entrou com duas representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma contra o PT e outra contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Os tucanos alegam antecipação de campanha eleitoral para o pleito de 2010.
O partido questiona a propaganda política do PT, exibida em cadeia de rádio e TV em 28 de maio, que comparava a gestão de Lula com governos anteriores e que teria extrapolado a mera divulgação pragmática do partido. "É incontroverso que caracteriza propaganda eleitoral aquela que contrapõe uma gestão a outras", argumenta o partido em sua representação.
