O Ministério Público da Bahia denunciou, na quarta-feira, 26 pessoas suspeitas de uma fraude no superfaturamento e direcionamento do processo licitatório para aquisição de 150 viaturas da Polícia Militar. Conforme o promotor de Justiça Luiz Augusto de Santana, que atua junto à Justiça Militar, o prejuízo causado pelo grupo aos cofres públicos seria superior a R$ 9 milhões.
O promotor explicou que o valor médio de um veículo, que, com o lucro de empresário, chegaria a 106.785,45, foi cotado em 172.133,34 pela empresa contratada para a prestação do serviço, a Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda. Com o valor do superfaturamento, destacou o promotor, daria para adquirir mais 65 viaturas nos mesmos moldes estabelecidos para a licitação da frota com gestão terceirizada ou 83 se a frota fosse própria.
Entre os denunciados à Vara da Auditoria Militar está o ex-comandante-geral da PM, Antônio Jorge de Santana, acusado de, entre os anos de 2004 e 2007, movimentar mais de R$ 4 milhões e declarar apenas R$ 609 mil à Receita Federal.
Pelos mesmos crimes, exceto o tráfico de influência, também foi denunciado o ex-diretor do Departamento de Apoio Logístico da PM coronel Jorge da Silva Ramos e o coronel Sérgio Alberto da Silva Barbosa, que, conforme o promotor Luiz Augusto, emprestava dinheiro para financiar o esquema criminoso e ajudava a fraudar licitações do Corpo de Bombeiros.