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Polícia do Senado investigará agressão a jornalista

Quinta, 2 de julho de 2009, 17h18
Danilo Gentili tentava entrevistar José Sarney na portaria principal da Casa
Danilo Gentili tentava entrevistar José Sarney na portaria principal da Casa
01 de julho de 2009
Dida Sampaio/Agência Estado


Fabiana Leal

Direto de Porto Alegre




O jornalista do CQC Danilo Gentili registrou um boletim de ocorrência na Polícia do Senado, nesta quinta-feira, contra o servidor público João Luis de Moura, a quem o repórter acusa de agressão. Com isso, a Polícia do Senado vai investigar o fato e tomar as providências necessárias, afirmou Pedro Ricardo Araujo Carvalho, diretor da Polícia do Senado.

O repórter estava tentando entrevistar o presidente José Sarney (PMDB-AP), na chegada a Casa, na área chamada de chapelaria, nesta quarta-feira, quando foi empurrado com violência por Moura, que é da Polícia do Senado e responsável pela segurança do presidente Sarney.

"O jornalista prestou queixa hoje, e a gente vai verificar se houve o que ele está alegando e, se for o caso, vamos encaminhar para a Justiça. Ele abriu ocorrência, dizendo que foi agredido. Nós vamos ouvir as pessoas que testemunharam e vamos ouvir o servidor", disse Carvalho.

Após o relatório conclusivo, se ficar confirmada a agressão, será verificado o crime que o servidor cometeu e se encaminhará para Justiça. Se ela decidir que o servidor é culpado, também será avaliado se houve crime administrativo.

A Polícia do Senado pode intervir em todos os momentos. "Qualquer coisa dentro do Senado é nossa atribuição. Tudo o que incorra em crime, em desobediência do Regimento Interno, nós podemos intervir, desde o momento de repreender a pessoa até conduzir à delegacia e abrir uma ocorrência, inquérito ou crime circunstanciado", disse Carvalho.

Segundo o chefe, a Polícia do Senado ou Legislativa tem atribuições de três polícias - federal, civil e militar, ou seja, é a polícia do ciclo completo.

Perímetro de atuação
Carvalho disse que a Polícia Legislativa pode atuar em todo o complexo que faz parte do Senado, como na chapelaria, onde ocorreu o incidente.

Agressão
Em caso de agressão entre terceiros (que não sejam servidores ou senadores) dentro do Senado, a Polícia Legislativa tem poder para deter o agressor e encaminhá-lo para a delegacia e tomar as devidas providências. Se o problema ocorrer com senadores, a Polícia do Senado "aparta a situação e encaminha o relatório para o Corregedor, conforme Carvalho.

A Polícia Militar pode ser requisitada ao governador do Distrito Federal para ajudar a Polícia Legislativa em casos em que muitas pessoas estejam envolvidas em um tumulto ou que se neguem a deixar uma área do Congresso.

Redação Terra

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Terra - Brasil
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