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Morales chama Obama de "general" por vetar medida fiscal

Quarta, 1 de julho de 2009, 14h21


O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou nesta quarta o chefe de Estado americano, Barack Obama, de atuar como "general" e "mandão" por ter vetado a aplicação de tarifas preferenciais às exportações bolivianas direcionadas aos Estados Unidos.

"Quero dizer com muito respeito ao presidente Obama: se nos EUA mudou a fisionomia dos governantes, não mudaram as políticas do Império", disse Morales numa declaração no Palácio do Governo.

Morales expressou sua "decepção" com a decisão da Casa Branca de manter suspensa no caso da Bolívia a vigência da ATPDEA, oferecida em troca de resultados na luta antidrogas.

A suspensão tinha sido resolvida pela Administração de George W. Bush, em dezembro de 2008, com o argumento de que a Bolívia não tinha colaborado na luta contra o narcotráfico.

Nos últimos dias, o governo Morales insistiu em solicitar a Obama a reversão dessa medida, devido ao prejuízo que causa à indústria boliviana, e confiava em que a decisão podia sair na terça-feira, ao terminar um prazo de avaliação em Washington.

Morales afirmou que "Obama mentiu para a América Latina" quando disse na 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, que não há membros maiores nem menores no continente.

"Agora, não só há um membro maior, há um patrão que observa a Constituição Política do Estado boliviano. Há um patrão, há um gendarme que questiona a nacionalização (de hidrocarbonetos), há um patrão que, além disso, observa políticas trabalhistas na Bolívia", disse o líder.

Morales tachou de "calúnias, mentiras e falsas acusações" os argumentos expostos pelo Governo de Obama para suspender as preferências tarifárias à Bolívia.

Segundo Morales, o Executivo americano observou um artigo da nova Constituição Política do Estado boliviano, que estabelece a desapropriação de propriedades que não cumprirem uma função social.

EFE
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Terra - Brasil
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