Segundo autoridades iraquianas, o número de vítimas pode aumentar |
Um caminhão bomba detonado por um suicida deixou neste sábado pelo menos 35 mortos e mais de 170 feridos em uma mesquita xiita nas proximidades de Kirkuk, no norte do Iraque, informou à Agência Efe uma fonte do Ministério do Interior.
Num primeiro momento, o mesmo departamento havia divulgado que o saldo inicial de vítimas era de pelo menos nove mortos e 37 feridos.
A fonte do Ministério do Interior ratificou as informações de que o ataque teve como alvo um mercado popular próximo a uma mesquita xiita da região de Tazet, que fica 30 quilômetros ao sul de Kirkuk.
Também foi confirmado que a forte explosão causou danos materiais a 45 imóveis próximos. No local, as equipes de resgate ainda fazem buscas em meio aos escombros, segundo a Efe.
Por sua vez, o site do Governo da região autônoma do Curdistão iraquiano, que cita fontes policiais, diz que um terrorista suicida a bordo de um caminhão detonou os explosivos que carregava quando chegou perto da mesquita.
A explosão ocorreu horas depois que o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, pediu aos iraquianos para não perderem a fé se a retirada de tropas dos Estados Unidos do país criar oportunidades de ataques de insurgentes, segundo a agência Reuters.
Horas após o discurso do premiê, um suicida explodiu um caminhão carregado com explosivos quando fiéis deixavam uma mesquita xiita nas proximidades de Kirkuk, no norte do Iraque. A cidade é disputada por árabes, turcomenos e curdos e está sobre grandes reservas de petróleo.
Entre os mortos estão mulheres e crianças, informou a Reuters. O ataque deixou cerca de 150 civis feridos uma vez que uma série de casas ao redor da explosão desabou com a detonação. Muitas pessoas podem estar presas sob os escombros e o número de mortos deve subir, afirmaram autoridades.
Apesar dos níveis de violência terem caído no Iraque desde o ano passado, insurgentes de grupos islâmicos sunitas como a al Qaeda ainda lançam ataques mortais contra forças norte-americanas, polícia e civis, buscando reativar confrontos sectários sangrentos e minar o governo de maioria xiita de Maliki.
