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Jovens americanos contam a história de Anne Frank em filme

Sexta, 12 de junho de 2009, 15h25


Anne Frank, a menina alemã que morreu em um campo de concentração nazista e cuja história virou livro, inspirou dois jovens irmãos americanos. Avi e Leah Tutman viajaram a Jerusalém e à Europa no ano passado para filmar cenas da produção Coração e mente: Conversa com Anne Frank.

As gravações começaram por Amsterdã, onde a dupla visitou o antigo apartamento onde Anne viveu com a família, e chegaram a Jerusalém, onde vive a melhor amiga de infância de Anne, Hannah Pick. "Foi uma viagem incrível", descreveu Leah, 17 anos, ao jornal Santa Cruz Sentinel.

Conhecer pessoalmente pessoas tão afetadas pelo Holocausto e os lugares onde viveram emocionou os irmãos Tutman. "Quando você conhece estas pessoas, elas tocam você", disse a jovem. A produção, que une documentário e ficção, ainda não tem data para estrear.

A história da jovem judia começou a interessar a família há dois anos, quando Leah interpretou Anne em uma peça de teatro. Muitas pessoas chamaram a atenção para a semelhança entre a intérprete americana e a jovem alemã. Adam Tutman, pai dos adolescentes disse que a família inteira foi absorvida pela história e logo tinham lido tudo que encontraram sobre o assunto.

Adam e a mulher, Miryam, se envolveram na produção e ajudaram os filhos na maior parte das cenas. Segundo ele, a produção aborda ódio, preconceito e destino e traça um paralelo entre a situação política no início dos anos 40 e hoje. "Eles homenageiam o passado, mas focam nos dias de hoje", disse sobre o filme.

Leah, que interpreta Anne na parte ficcional do filme, afirmou que se sente fortemente ligada à vítima do Holocausto. "Eu descobri que ela tinha muitas lutas interiores relacionadas com as minhas", disse. "Estou tentando aprender com ela", completou a jovem.

Avi, 18 anos, disse que trabalhar no projeto mudou sua vida. Para ele, uma história como a de Anne nos permite olhar para o passado e ter a certeza de que ele não se repetirá. O rapaz descreveu a experiência de estar com a melhor amiga da jovem judia e sua irmã adotiva, Eva Schloss, como "fantástica". "Foi uma experiência que realmente abriu meus olhos. Elas são testemunhas do Holocausto", afirmou. O jovem espera que a produção possa tocar os corações e mentes das pessoas.

A gravação só foi possível com a ajuda da comunidade judaica de Santa Cruz, na Califórnia, onde vive a família. Além da colaboração financeira, uma TV comunitária local cedeu os equipamentos necessários para as filmagens.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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