Notícias » Mundo

Mediador afirma que invasão para resgate não foi premeditada

Domingo, 5 de setembro de 2004, 16h03


O pediatra russo Leonid Roshal, que atuou como mediador nas crises de reféns na escola norte osseta de Beslan, afirmou neste domingo que não houve ações premeditadas para lançar uma operação de resgate.

"Volto a dizer que não houve nenhuma intenção de nossa parte em começar uma invasão", disse o médico em declarações ao canal de televisão estatal "Rússia".

Roshal disse que o que precipitou o trágico final da crise de reféns, com cerca de 350 mortos e 500 de feridos, foi algo "completamente espontâneo e surpreendente".

Segundo o testemunho do médico, com experiência em anteriores crises de reféns e cuja mediação tinha sido pedida pelos terroristas, tudo começou com uma explosão no interior do ginásio da escola, onde os terroristas mantinham quase todos os seus reféns, perto de 1.200.

"Não sei se brigaram entre eles (os terroristas) ou se a explosão aconteceu acidentalmente", disse Roshal, que acrescentou que depois da explosão os vidros do ginásio quebraram e as crianças começaram a saltar pelas janelas e os efetivos de unidades especiais correram para ajudá-las.

"Mas quando (os soldados) chegaram ali e começaram a tirar as crianças, os terroristas começaram a disparar", disse Roshal.

O médico ressaltou que "tudo o que foi feito foi para defender as crianças".

"Se eu estivesse ali com um fuzil na hora e ao lado das crianças, também teria me lançado contra os terroristas", admitiu.

EFE
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI378535-EI294,00.html