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Mortos em escola russa começam a ser enterrados

Domingo, 5 de setembro de 2004, 07h48
Covas são abertas por escavadeiras para o enterro dos mortos
Covas são abertas por escavadeiras para o enterro dos mortos
05 de setembro de 2004
AP


Ainda sob um clima de consternação e incredulidade, os moradores da cidade de Ossétia do Norte começam a enterrar os seus mortos neste domingo, quando está marcado o sepultamento de 21 das mais de 360 vítimas do confronto entre terroristas e forças de segurança em uma escola local, na última sexta-feira.

As autoridades da Ossétia do Norte confirmaram neste domingo a morte no hospital de mais cinco pessoas, elevando para 338 a cifra mortes do massacre provocado por terroristas em uma escola na cidade de Beslan.

Nesse número, o governo russo não totaliza os 26 terroristas mortos na ação, o que elevaria para 364 a quantidade de vítimas. Há informações, ainda não confirmadas, de que cerca de 400 corpos foram encaminhados para o setor de identificação.

O número deve aumentar nas próximas horas devido à grande quantidade de feridos internados em hospitais da região.

Segundo Leonid Roshal, pediatra e diretor do Centro de Medicina de Catástrofes e que atuou como mediador durante as primeiras horas do seqüestro maciço, "5% das crianças hospitalizadas ainda estão em cuidados intensivos".

Por enquanto, acrescentou, "só puderam ser identificados os corpos de 156 pessoas falecidas na escola". Os corpos começaram a ser enterrados neste domingo.

Mais de 1.200 pessoas ficaram detidas como reféns no interior do estabelecimento educacional, capturadas por um cmando terrorista, na última quarta-feira.

Entre as 58 pessoas que estão em estado grave nos hospitais da Ossétia do Norte, há um menino de vinte meses que recebeu um tiro no abdômen.

Mais de 400 pessoas estão internadas em hospitais da região, vítimas de disparos e de queimaduras provocadas pelo incêndio que começou depois da detonação de várias bombas no interior do colégio.

Após a violenta ação do grupo terrorista, o presidente russo, Vladimir Putin, decidiu fechar a fronteira da Rússia com a Chechênia. O objetivo foi dificultar a circulação dos terroristas. A imprensa de Moscou aponta várias falhas na estratégia do governo.

A intervenção das forças de ordem "mesmo que não tenha sido planejada" para a sexta-feira, já tinha sido tomada, comentou neste sábado o jornal internet Gazeta.ru. Já a população de Beslan, acusa as autoridades locais, policiais e militares de terem cometidos erros, causando um banho de sangue.

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI378360-EI294,00.html