O médico Jiang Yanyong foi proibido de assistir à cerimônia de entrega de prêmios, realizada em Manila. A concessão do prêmio, considerado o "Nobel asiático", para Yanyong, de 72 anos, foi motivada pelo fato de o médico ter "quebrado o hábito chinês do silêncio e feito com que a verdade sobre a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) viesse à tona", segundo a organização do prêmio.
Por meio de seus contatos em Pequim, o médico constatou um alarmante número de mortes humanas devido à Sars, número que revelou aos meios de comunicação e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou pouco depois, o que ajudou a frear a propagação da pandemia.
Recentemente, a imprensa filipina informou que o governo chinês proibiu Yanyong, libertado no mês passado após ficar sete semanas preso na China, de assistir à cerimônia de entrega de prêmios porque tem de atender a uma ordem de prestação de serviços públicos.
Além do médico chinês, outras seis pessoas de nacionalidades filipina, tailandesa, bengali, indiana e paquistanesa receberam o prêmio, que leva o nome do ex-presidente filipino Ramón Magsaysay, morto em um acidente aéreo em 1957.
A advogada filipina Haydee Yorac, que preside a comissão presidencial para a boa gestão, foi premiada na área de Serviço Governamental por aumentar com seu trabalho e integridade a confiança dos filipinos no governo do país.
O prêmio de Liderança Emergente foi dado ao também filipino Benjamin Abadiano por seu serviço de voluntariado na assistência aos povos indígenas.
Prayong Ronnarong, um fazendeiro tailandês, recebeu o prêmio de Liderança da Comunidade por mostrar que empresas locais independentes, com o apoio da aprendizagem ativa, são o caminho para a prosperidade rural da Tailândia.
O prêmio de Jornalismo, Literatura e Criatividade na arte da Comunicação foi concedido a Abdullah Abu Sayeed de Bangladesh, fundador e líder do Centro de Literatura Mundial, por promover a literatura bengali entre os jovens.
Laxminarayan Ramdas, da Índia, e Ibn Abdur Rehman, do Paquistão, ambos do Fórum do Povo Indiano-Paquistanês para a Paz e a Democracia, dividiram o prêmio de Paz e Aceitação Internacional.
O prêmio Ramón Magsaysay, concedido anualmente desde 1958 a personalidades de destaque no continente asiático, é financiado pelas fundações Rockefeller e Ford, e conta com uma medalha comemorativa e 50 mil dólares para cada premiado.
EFE