Uma faxineira achou que o lugar do saco de lixo era no lixo. |
O saco plástico, cheio de papel e papelão, fazia parte da instalação do artista Gustav Metzger e tinha como objetivo demonstrar a "existência finita" da arte.
O objeto foi recuperado pelo museu, mas o artista, de 78 anos, o substitui por um novo saco de lixo.
O Tate Britain não informou se Metzger receberia uma indenização por causa do incidente.
Autodestruição
O saco de lixo fazia parte da instalação Recriação da Primeira Demonstração Pública da Arte Autodestrutiva, a cópia de uma peça que Metzger produziu em 1960.
O Tate Britain disse que a obra "é feita de vários elementos, um dos quais é um saco de lixo incluído pelo artista como uma parte integral da instalação".
"Em 30 de junho, o saco foi, acidentalmente, removido e danificado, mas, posteriormente, substituído."
O museu informou que, agora, a instalação é coberta durante a noite para que nada seja removido novamente. Os funcionários também foram avisados que o saco de lixo faz parte da obra.
Metzger, um artista alemão que vive em Londres, inventou a arte "auto-destrutiva" em 1959.
A instalação também contém uma "pintura ácida" - nylon coberto com ácido que, lentamente, o destrói para ilustrar a natureza transitória de pinturas, esculturas e outras peças de arte.
Essa não foi a primeira vez que um elemento de uma instalação foi jogado fora.
Em 2001, uma faxineira na galeria londrina Eyestorm limpou a instalação do artista Damien Hirst achando que era uma pilha de lixo.
A coleção de garrafas de cerveja, copos de café e cinzeiros sujos representariam o caos do estúdio de um artista.
Na década de 80, a obra de Joseph Beuys, uma banheira suja, foi limpa por um funcionário de uma galeria na Alemanha.