Bonjour Paresse (Bom Dia Preguiça) se propõe a difundir "a arte de trabalhar o menos possível para o seu empregador". O livro foi escrito como uma paródia de obras que ensinam como fazer sucesso em grandes corporações.
A autora, Corinne Maier, trabalha como consultora na área de economia para a EDF, estatal francesa do setor elétrico. A empresa iniciou um processo disciplinar contra a funcionária.
A EDF está sendo parcialmente privatizada para que se torne mais eficiente, e a diretoria acha que o livro de Maier prejudica a companhia.
Gerentes inúteis
Bonjour Paresse não faz menção direta à EDF. Em capítulos com título como "Cultura Corporativa - Gente Estúpida", o livro ataca os "inúteis" gerentes de médio escalão. E diz que "você não tem muito a perder se não fizer muito no trabalho".
Maier aconselha o leitor a escolher os tipos mais inúteis de trabalho, como o de consultor, especialista ou conselheiro.
A escritora enfrentará a diretoria da EDF em uma audiência no dia 17 de agosto. Se seguir seu próprio conselho, trará uma pilha de arquivos polpudos debaixo do braço.
Segundo ela, essa é a melhor maneira de evitar perguntas da chefia sobre o que exatamente ela fez o dia todo.