EUA podem ter feito gravação com chegada simulada à Lua em 1969

Quarta, 21 de julho de 2004, 17h07


Um dos membros da equipe da missão Apolo XI, que em 1969 levou à Lua o astronauta Neil Armstrong, não descarta que os Estados Unidos tenham preparado uma gravação com uma chegada simulada do homem ao satélite, caso acontecesse "algum desastre".

Na semana em que se completam 35 anos da chegada do homem à Lua, o engenheiro espanhol Andrés Ripoll lembrou nesta quarta-feira à EFE seu trabalho para a Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço (Nasa) na estação espacial espanhola de Robledo de Chavela, desde onde participou do acompanhamento da Apolo XI.

Em 20 de julho de 1969 a nave tripulada pelos astronautas Edwin Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong pousou na superfície lunar.

"O que eu vi foi real, porque acompanhamos todo o processo de aproximação da Lua, a separação do módulo e a descida à superfície". Ripoll não considera estranho que, "levando em conta a competição que havia entre a URSS e EUA, houvesse alguma fita com a aterrissagem simulada", em caso de alguma falha.

Na opinião de Ripoll, esta situação se devia às "psicoses da guerra fria" da época, quando "os dois lados queriam demonstrar que tinham a tecnologia mais avançada".

Sobre as reportagens com "provas" que questionam a veracidade da missão, o cientista espanhol argumemta que nas imagens gravadas naquele 20 de julho de 1969 "as sombras estão no lugar que têm que estar e a bandeira ficou enrugada para a posteridade, porque não há atmosfera".

Ripoll, agora aposentado, trabalhou para a Nasa durante mais de sete anos antes de passar para a Agência Espacial Européia (ESA) em 1975, onde durante 13 anos se ocupou da direção da estação madrilenha de Villafranca del Castillo, para depois fundar e dirigir o Centro Europeu de Formação de Astronautas.

EFE
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Terra - Brasil
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