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Israel pode ser julgado por violações em Gaza

Quarta, 14 de janeiro de 2009, 08h52


Israel se expõe a ser julgado pelos tribunais internacionais por causa da violação das Convenções de Genebra e do direito internacional durante o atual conflito na Faixa de Gaza.

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  • Número de mortos
  • Palestinos: 971
  • Israelenses: 13
  • Crianças (de ambos os lados): 311
  • Fonte: CNN

Assim afirma nesta quarta-feira o jornal The Guardian, segundo o qual a Assembléia Geral da ONU estudará a possibilidade de solicitar a assessoria a respeito da Corte Internacional de Justiça.

"Existe uma opinião bem fundamentada que tanto o ataque inicial contra Gaza quanto as táticas utilizadas por Israel são graves violações da Carta da ONU, das Convenções de Genebra e do direito internacional humanitário", afirma o relator especial da ONU sobre os territórios palestinos, Richard Falk.

"Existe consenso entre os especialistas legais independentes de que Israel é uma potência ocupante e é, portanto, obrigada a cumprir o que estabelece a quarta Convenção de Genebra, que proíbe os castigos coletivos como o bloqueio de Israel", afirma Falk, professor emérito de direito internacional.

Uma fonte do Ministério de Assuntos Exteriores do Reino Unido confirmou ao jornal que o governo apoiaria uma eventual iniciativa de enviar o assunto à Corte Internacional de Justiça.

Intervenção britânica

Uma carta aberta ao primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, assinada por juristas internacionais e publicada hoje pelo Guardian, afirma que o governo britânico "é obrigado pelo direito internacional a exercer sua influência para colocar fim às violações que estão ocorrendo no atual conflito entre Israel e Hamas".

Os autores da carta, professores de importantes universidades britânicas, como as de Cambridge e Oxford, entre outras, acusam Israel de ter violado os princípios do direito humanitário ao, entre outros, atacar civis e não discriminar entre estes e combatentes.

EFE
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI3446866-EI308,00.html