Marina Mello
Direto de Brasília
Apesar dos rumores de que a cúpula do PMDB estaria articulada em prol da candidatura do senador José Sarney (PMDB-AP) para a presidência do Senado, o presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), candidato oficial da legenda, negou nesta terça-feira que exista algum tipo de movimento para isolá-lo.
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A pedido do Palácio do Planalto estaria se fechando um acordo entre o governo e as principais lideranças do PMDB para que Sarney fosse candidato único, fazendo com que Garibaldi e o candidato do PT Tião Viana (AC) desistissem da disputa.
Garibaldi nega essa possibilidade, mas admite que desde o ano passado não mantém conversas sobre o tema com a cúpula de seu partido. "Não me ligaram, ninguém me disse mais nada, acho que é por causa do período de férias", disse ele ao ser questionado por jornalistas se ele estaria sendo isolado pelo partido.
Mesmo negando que irá desistir de sua candidatura, Garibaldi voltou a dizer que se o PMDB assim o quiser, ele fará. "Eu não estou pensando em desistir. A única possibilidade era se toda a bancada se reunisse e dissesse: eu não quero a sua candidatura", afirmou.
Garibaldi voltou a ressaltar que é Sarney quem não quer ser presidente do Senado, e, com isso, a única alternativa para o PMDB é a sua candidatura. "Foi cogitado o nome de Sarney, ele disse simplesmente que não queria. Eu me candidatei e todos aceitaram. Depois disso não se fez mais nenhum processo de escolha", disse.