Marina Mello
Direto de Brasília
De volta a Brasília para retomar sua campanha à reeleição como presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) afirmou nesta segunda-feira que não vai desistir de sua candidatura. "Não vim a ser candidato para desistir no meio do caminho", disse.
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Garibaldi rebatia informações de que sua candidatura seria retirada para que o senador José Sarney (PMDB-AP) fosse nomeado como candidato do partido na disputa. "Quem deve anunciar a candidatura dele (Sarney) é ele e, até onde eu sei, ele não é candidato", disse Garibaldi.
De acordo com ele, a única possibilidade de uma desistência de sua parte na disputa seria se a cúpula do PMDB no Senado assim decidisse. "Só desisto se o PMDB, aqueles senadores que reuniram para decidir sobre a minha candidatura, se reunissem de novo e dissessem: não, você não é mais candidato. Sem o apoio do partido fica difícil", analisou.
O presidente do Senado também negou a possibilidade de ele desistir de sua candidatura para apoiar seu adversário, o candidato do PT, Tião Viana (AC). "Diga a ele (Tião Viana) que, se quiser desistir, que desista."
"Não é fácil sair candidato e desistir, você perde a credibilidade. (Na minha vida política) eu já fui candidato 11 vezes, ganhei dez e perdi uma. Não desisti em nenhuma", completou.
Terceiro mandato
Garibaldi ainda chamou de "esdrúxula" a tese de que sua recondução à presidência do Senado Federal abriria espaço para se falar na possibilidade de um terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente do Senado disse não acreditar que existam membros da oposição dizendo isso. "Não vejo ninguém da oposição defendendo essa tese esdrúxula. Um terceiro mandato só seria discutido por uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC)", disse. "Por mais que se tente manipular, não há coisa com coisa nisso aí."